Histórico
Na implantação da equoterapia no Brasil, traçada antes da divulgação e da fundação da ANDE-BRASIL, ficou decidido adiar a prática esportiva
a cavalo, para PCD e/ou PNE, para época mais oportuna, inclusive sob o controle de outras entidades.
Levou-se em consideração:
a falta de cultura eqüestre no país;
a necessidade de desmistificar o cavalo como animal perigoso, principalmente para PCD e/ou PNE;
a não existência de escolas regulamentadas, na formação de cavaleiros e muito menos instrutores de equitação;
a existência, somente da Escola de Equitação do Exército na formação de professores de equitação, na sua grande maioria
para o próprio Exército e Polícias Militares Montadas;
a despreocupação dos órgãos competentes de hipismo, com a capacitação e controle das "escolinhas" de clubes hípicos
preocupando-se tão somente, com a competição hípica e,
principalmente porque se desejava implantar a Equoterapia em Centros de Reabilitação e Educação e não meramente locais
de esporte e lazer.
Após quinze anos de institucionalização da ANDE-BRASIL, já tendo apoiado competições Paraolímpicas e o aparecimento da atividade chamada de
Hipismo Adaptado, resolveu criar o Programa Prática Esportiva Paraeqüestre.
Justificativa
Após o Programa Pré-esportivo, que já tem um sentido de inserção social, abre o caminho para o PROGRAMA PRÁTICA ESPORTIVA PARAEQÜESTRE.
Este programa tem como finalidade preparar a pessoa com deficiência para competições paraeqüestres com os seguintes objetivos:
- prazer pelo esporte enquanto estimulador de efeitos terapêuticos;
- melhoria da auto-estima, autoconfiança e da qualidade de vida;
- inserção social;
- preparar atletas de alta performance.
Este programa abre caminho para competições paraeqüestres tais como:
HIPÍSMO ADAPTADO modalidade de competição, dentro de um conceito festivo, adaptada ao praticante de equoterapia,
normatizada, coordenada, em âmbito nacional pela Associação Nacional de Desportes para Deficientes e que já realiza competições desta modalidade.
PARAOLIMPÍADAS organizadas paralelamente às Olimpíadas e que se destinam às pessoas com deficiência física. Nela, os
atletas competem em provas olímpicas em particular no "adestramento paraolímpico". É regulada pela Federação Eqüestre Internacional (FEI) e
no Brasil pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro.
OLIMPÍADAS ESPECIAIS, criada para pessoas com deficiência mental que buscam somente a participação e não a alta performance.
Esta modalidade está sendo regulamentada pela SPECIAL OLYMPICS BRASIL.
VOLTEIO EQÜESTRE ADAPTADO, são exercícios realizados sobre o cavalo que se movimenta em círculos, conduzido por um
cavaleiro por intermédio de uma "guia longa". Deverá ser regulamentado pela FEI, tornando-se, portanto, mais uma modalidade Paraolímpica. O
Volteio Eqüestre Adaptado, provavelmente terá um progresso bem maior que o Adestramento Paraolímpico, pelos seguintes motivos:
poderá ser praticado individualmente, em dupla e o mais importante, em equipe;
a utilização de um mesmo cavalo por várias equipes, tornando a competição mais fácil de organizar e mais econômica
em relação ao Adestramento;
o numero de atletas beneficiados pela competição será bem maior, reforçando os conceitos de colaboração, respeito e
espírito de equipe.
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