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São bastante complexas e variáveis, de acordo com os objetivos e recursos do responsável e/ou do grupo gestor do centro. Aqui
serão relacionados e comentados alguns itens considerados importantes para qualquer tipo de centro de equoterapia.
1.1 Para os praticantes e seus familiares:
um local abrigado que possa ser utilizado como sala de espera;
instalações sanitárias, tanto as adaptadas às pessoas que utilizam cadeiras de rodas, como as de uso comum, para as demais pessoas.
1.2 Para os praticantes:
locais adequados para montar e apear do cavalo, com alguns equipamentos especiais, tais como escadas e/ou rampas;
sala para reunião da equipe, atividades pedagógicas e atendimento familiar.
1.3 Para o manejo dos cavalos:
baias em quantidade suficiente, dotadas de características mínimas para a higiene e o bem-estar dos animais;
local para arreamentos e equipamentos;
local para forragem, armários para medicamentos veterinários e itens de primeiros socorros;
um ou mais piquetes para os animais ficarem soltos, de acordo com a programação de manejo;
quadro de controle do ferrageamento dos animais.
1.4 Locais ao ar livre
É desejável que esses locais tenham características diferenciadas, de acordo com os programas de equoterapia a serem desenvolvidos.
Uma pista de areia ou de grama são locais que podem facilitar a execução dos trabalhos.
Em função da área total disponível, pode ser cogitada a instalação de uma pista balisada e cercada, que ofereça um roteiro para
o deslocamento em grupo.
No tocante à segurança, é fundamental que sejam cercados e tenham porteiras de dimensões adequadas e de fácil manejo.
1.5 Local coberto para equoterapia
Embora a Equoterapia possa ser desenvolvida ao ar livre - o recomendável é que disponha de local adequado para atendimentos
nos dias chuvosos ou com o sol muito forte ou com temperaturas muito baixas.
Tal local pode ser um picadeiro no conceito tradicional (20 x 60m) ou um galpão coberto que deverá ser cercado e ter dimensões
de aproximadamente 15 x 30 metros, o que seriam ideais.
De acordo com os recursos disponíveis, é adequado que tenham:
meios auxiliares para atividades físicas e lúdicas;
solo apropriado, evitando-se pisos duros tipo cimentado ou com pedras.
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2. INSTALAÇÕES ADMINISTRATIVAS
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Deve existir uma secretaria, uma sala para os trabalhos da equipe técnica e uma sala para reuniões e arquivamento das fichas
de avaliações periódicas.
Em face dos recursos financeiros disponíveis, essas instalações deverão ser mobiliadas com equipamentos mínimos, como telefone, fichários, etc.
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3. O CAVALO
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A ANDE-BRASIL ministra no curso básico e no curso de equitação para equoterapia, uma aula sobre o cavalo tipo de equoterapia.
Aqui serão enfatizados apenas alguns pontos. Ele tem que ser:
manso, dócil e saudável;
bem treinado e adestrado para a equoterapia;
preparado para enfrentar situações inusitadas, tais como as provocadas por ruídos, movimentos bruscos, deslocamentos de objetos, etc.;
dotado de aprumos, sem deformações.
É desejável do animal:
idade mínima de 5 anos;
andaduras regulares (passo, trote e galope);
altura de 1,40 a 1,50 m;
Ser castrado.
O cavalo não castrado deve ser evitado. Caso venha a ser utilizado, deve merecer atenção especial quanto ao manejo. A égua, quando no período do cio, também merece este tipo de cuidado, devido a sua mudança de comportamento.
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4. A EQUIPE TÉCNICA INTERDISCIPLINAR
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4.1. Generalidades
A equipe técnica multidisciplinar e de atuação interdisciplinar é constituída por profissionais das áreas da saúde, educação
e equitação, sendo que nas duas primeiras é exigido o diploma de nível superior. Tendo em vista a não existência de cursos específicos no
Brasil e as peculiaridades sócio-culturais de nosso país, o profissional de equitação para Equoterapia normalmente não possui o diploma
desse nível escolar, porém é necessário que tenha o certificado de Ensino Médio completo.
A ANDE-BRASIL preconiza que a equipe seja a mais ampla possível. É indispensável que, a equipe mínima de atendimento esteja
habilitada com o Curso Básico de Equoterapia, realizado pela ANDE-BRASIL ou por ela reconhecido. O profissional de Equitação deverá se
habilitar com o Curso Básico de Equitação para Equoterapia, na sede da ANDE-BRASIL ou em locais por ela reconhecidos.
Espera-se que determinados Centros de Equoterapia, por serem integrados ou estarem vinculados a entidades maiores (tipo APAE
e Prefeituras), possam dispor de uma equipe bem ampla.
Entretanto a equipe mínima, para fim de filiação à ANDE-BRASIL, deverá ser composta obrigatoriamente por: fisioterapeuta,
psicólogo e profissional de equitação. Todos com habilitação em Equoterapia.
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5. A EQUIPE DE APOIO
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Essa equipe, constituída, basicamente, por auxiliares-guias, auxiliares-laterais e tratadores, necessita receber treinamento
específico e periódico com relação ao praticante e ao cavalo de equoterapia, sendo conveniente que ocorram, periodicamente, reavaliações e
reciclagens com toda a equipe.
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6. O DIRETOR DO CENTRO DE EQUOTERAPIA
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É a pessoa que tem a responsabilidade administrativa e legal sobre o Centro e pelas atividades que ali se desenvolvem.
Pode ser um profissional da área técnica ou administrativa.
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7. O MÉDICO
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O Centro de Equoterapia deve ter um médico (ou mais de um) como seu orientador ou consultor técnico. Ele não precisa integrar
permanentemente a equipe que realiza as atividades equoterápicas rotineiras.
É responsável pela avaliação e indicação, contra-indicação ou indicação com precauções, do praticante para o atendimento pelo
método equoterápico, indispensável, antes das avaliações dos demais profissionais da equipe (fisioterapeuta, psicólogo e outros).
A indicação, contra-indicação ou indicação com precauções poderá ser feita pelo médico do próprio praticante, desde que exiba
o carimbo e assinatura do profissional que a elaborou.
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8. DOCUMENTAÇÃO BÁSICA RELATIVA AOS PRATICANTES
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Para cada praticante, o Centro de Equoterapia tem que ter um arquivo de dados contendo no mínimo:
Formulários complementares:
8.1. Generalidades
A ANDE-BRASIL, para reconhecer o funcionamento dos centros de equoterapia de todo o território nacional, o faz em duas modalidades:
8.2. Centros de Equoterapia Filiados
São pessoas jurídicas de direito público ou privado (CNPJ) que desejando aplicar o Método Equoterápico, dentro de princípio
técnico-científico, ético e responsável, se submetem ao Estatuto da ANDE-BRASIL e atendem todas as exigências para filiação à Associação.
A filiação tem por finalidade a preservação da integridade da pessoa com deficiência e/ou com necessidades especiais e da
eficiência e qualidade da aplicação do Método Equoterápico.
Após homologação da documentação requerida pela ANDE-BRASIL, o centro receberá o Certificado de Filiação.
8.3. Centros de Equoterapia Agregados
São aqueles que, de acordo com o Estatuto da ANDE-BRASIL, necessitam de prazo para o cumprimento das exigências estipuladas
para a sua filiação definitiva. Têm caráter temporário.
O prazo definido pelo Estatuto é de 12(doze) meses, findo o qual o centro agregado poderá requerer, justificando (Anexo IV), a prorrogação deste prazo, até o limite máximo de 24 meses. A partir daí, deixará de ter
ligação com a ANDE-BRASIL e não gozará mais dos direitos adquiridos enquanto centro agregado.
Obs.: Para renovação da agregação, após o 1º ano, será cobrada a taxa referente a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente.
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9. DESFILIAÇÃO/ DESAGREGAÇÃO
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A desfiliação, qualquer que seja o motivo gerador, acarretará nos seguintes efeitos:
- suspensão de todos os direitos outorgados à entidade;
- não devolução, pela ANDE-BRASIL de qualquer pagamento, ou parte dele, efetuado sob qualquer título;
A desagregação se dará após esgotar os prazos (Art.10.3) determinados e/ou acordados entre os centros de equoterapia e a
ANDE-BRASIL, para a filiação definitiva. O centro agregado deixará de contar com o reconhecimento da ANDE-BRASIL e terá a suspensão
de todos os direitos outorgados até aquele momento, ficando responsável pelas conseqüências advindas.
A Diretoria da ANDE-BRASIL, conforme a gravidade de cada caso, poderá adotar outras providências que julgar necessárias,
junto aos poderes constituídos e/ou outras entidades institucionalizadas, tais como os conselhos federais e regionais das áreas profissionais
envolvidas e outros.
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10. SISTEMÁTICA PARA SOLICITAÇÃO DE FILIAÇÃO E AGREGAÇÃO À ANDE-BRASIL
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10.1 Documentos a serem preenchidos e remetidos
- Carta de Solicitação (Anexo 1)
- Composição da Equipe Multidisciplinar (Anexo 2)
- Ficha de Informações Gerais (Anexo 3)
10.2 Cópia de documentos a serem enviados
CNPJ (pode ser da APAE)
Estatuto (para entidades de caráter associativo) ou
Contrato social (para empresas que prestam serviço de atendimento equoterápico).
Inscrição e Alvará da Prefeitura local (a partir do dia 1º de junho de 2007);
10.3 Casos especiais
Os centros de equoterapia que vierem a funcionar no âmbito de entidades maiores ou do serviço público, como unidades militares,
prefeituras, APAEs e outras, estão dispensados de apresentar as cópias dos documentos mencionados em 13.2 acima (mantendo-se o CNPJ). Em
substituição, devem providenciar documento formal da prefeitura ou da organização militar (por exemplo: publicação em boletim interno) ou
da APAE, conforme o caso, oficializando a criação, a autorização de funcionamento do CE e indicando seu Diretor responsável.
10.4 Procedimento do Centro de Equoterapia
O Diretor do CE, para solicitar filiação e/ou agregação à ANDE-BRASIL deverá providenciar os três documentos acima citados
(Anexos "1", "2" e "3"), juntar cópias dos documentos mencionados no item 13.2 e remetê-los para a ANDE-BRASIL.
10.5 Procedimento da ANDE-BRASIL
Análise da documentação e contato com o centro solicitante para orientação das próximas etapas, inclusive no tocante ao
pagamento da anuidade (quando da renovação). Emissão de certificado de filiação ou agregação.
Serão levados em conta os seguintes critérios para filiação dos centros, alem da documentação citada:
Equipe mínima obrigatória completa: 1 fisioterapeuta; 1 psicólogo e 1 profissional de equitação.
Equipe mínima habilitada por cursos específicos da ANDE-BRASIL ou reconhecidos por ela.
Obs.: Curso básico de equoterapia para fisioterapeuta e psicólogo e curso básico de equitação para equoterapia, para o profissional de equitação.
Dados do profissional médico que faz a avaliação médica dos praticantes e a orientação de casos.
Dados sobre os atendimentos e sobre o local onde são realizados.
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11. O PROFISSIONAL DE EQUITAÇÃO NA EQUOTERAPIA
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11.1 Generalidades
Há uma grande dificuldade no Brasil quanto à formação adequada do profissional de equitação em cursos de capacitação de forma
técnica e didático-pedagógica, reconhecidos pelos órgãos competentes, principalmente para atuarem na Equoterapia.
No momento, há apenas a Escola de Equitação do Exército (EsEqEx), localizada no Rio de Janeiro, que realiza cursos regulares
de equitação e incluiu a cadeira de equoterapia nos seus cursos.
Nos países da Europa, para trabalhar na Equoterapia, não só o profissional de equitação, mas todos os das outras áreas
profissionais são obrigados a se capacitar em equitação.
Não há a menor dúvida sobre a relevância da participação do profissional de equitação na equipe interdisciplinar de um centro.
A escolha desse profissional se torna mais difícil quando se leva em consideração que os profissionais das áreas de saúde e educação são de
nível superior.
A falta de profissionais habilitados em Equitação, aliada à incerteza quanto à solução desse problema a curto ou médio prazo,
não deve inviabilizar a utilização deste eficaz método terapêutico.
Assim, para que se possa desenvolver a Equoterapia na forma adequada e preconizada pela ANDE-BRASIL, responsável perante o
Conselho Federal de Medicina, foi necessário, a curto prazo, capacitar os profissionais existentes e buscar, a médio e longo prazo, a
estruturação de cursos regulares, reconhecidos pela ANDE-BRASIL.
11.2 Posição Adotada pela ANDE-BRASIL
A ANDE-BRASIL realiza para estes profissionais o Curso Básico de Equitação para Equoterapia, que é atualmente a única forma
para habilitação deste profissional para atuar em equipe multidisciplinar de um centro de equoterapia
São aceitos como alunos deste Curso as pessoas que possuem título de professor, instrutor, treinador ou preparador de cavalos,
tanto do hipismo rural como do hipismo clássico, que possuam o ensino médio completo e com experiência reconhecida pelos clubes ou
escolinhas, a fim de capacitar-se na prática da Equoterapia.
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Os arquivos estão em PDF
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ANEXOS
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1ª PARTE - DOCUMENTOS RELATIVOS AO PRATICANTE
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2ª PARTE - DOCUMENTOS BÁSICOS PARA O PROCESSO DE FILIAÇÃO
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