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Entrevista do Presidente Equoterapia no "Ação"

ESPORTE PARAESQÜESTRE

É a utilização de todas as atividades eqüestres com objetivos esportivos para pessoas com deficiência física ou mental e/ou com necessidades especiais.

VOLTEIO EQÜESTRE

Modalidade eqüestre reconhecida oficialmente pela Federação Eqüestre Internacional (FEI).

Esta atividade esportiva é realizada sobre o cavalo (chamado cavalo de volteio) que se movimenta em círculo, comandado por um profissional habilitado, por intermédio de uma "guia longa".

Consiste em ginásticas sobre o cavalo em movimento, ao passo trote, galope, envolvendo exercícios de ginástica artística acrobática, combinados com elementos da dança e acompanhado de música.

VOLTEIO TERAPÊUTICO

É um método de utilização do cavalo que se movimenta em circulo conduzido por um profissional de Equoterapia por intermédio de uma "guia longa".

Deve ser utilizado dentro de um conceito de um Programa Específico de Equoterapia, conduzido por uma equipe multiprofissional de um centro de Equoterapia de acordo com:

  • as necessidades e potencialidades do praticante;

  • a finalidade do programa;

  • os objetivos a serem alcançados, com duas ênfases:

    • intenções especificamente terapêuticas, utilizando técnicas que visem à reabilitação física e/ou mental; tem que ser estudada cada patologia e será indicado após definição da equipe multiprofissional;

    • com fins educacionais e/ou sociais, com aplicação de técnicas psicopedagógicas aliadas às terapêuticas, visando favorecer a alfabetização, socialização e o desenvolvimento global das pessoas com necessidades especiais.

Observação: Não confundir com o Volteio Eqüestre Adaptado, já descrito anteriormente, que estará sendo regulamentado pela Federação Eqüestre Internacional.

PALAVRA HIPOTERAPIA

É formada com o radical grego "hipo". Em português, as palavras com o radical "hipo" possuem duas significações: a primeira com indicação de posição inferior, escassez (ex: hipocondríaco, hipotermia) e a segunda, a relativa a atividades ligadas ao cavalo (ex. hipologia, hipódromo, hípica, etc).

Em todos os países, mesmo naqueles que usam as expressões "equitação para deficientes", "reeducação por meio do cavalo", "equitação terapêutica" ou outras, a hipoterapia (ippoterapia, hipppotherapie, hipotherapy, etc.) é um dos programas da área de reabilitação e assim adotado no Brasil.<\p>

Em alguns países, inicialmente, houve uma predominância do trabalho com profissionais das áreas da equitação e, em outros, com os da fisioterapia.

Hoje todos eles utilizam a equipe multiprofissional e a cada dia se convencem mais de que a atuação desta equipe deve ser de forma interdisciplinar, obtendo-se assim melhores resultados.

EQUITAÇÃO

Equitação é a arte de montar a cavalo, adestrá-lo e prepará-lo para as diversas atividades em que pode ser utilizado e é baseada em doutrina consagrada em todo o mundo.

Todo esporte proporciona ao praticante: atividade física, destreza, robustez e qualidades morais.

A equitação desenvolve com mais harmonia estas qualidades e ainda o equilíbrio, a coordenação motora, a agilidade, a destreza; dá um sentimento de força física e faz aumentar a autoconfiança; aumenta a vontade, o espírito de decisão, a iniciativa e a resolução. O adestramento do cavalo desenvolve no cavaleiro a tenacidade, a perseverança, a calma e o domínio de si mesmo.

Por tudo que foi dito acima, a equitação, além de ser uma prática esportiva salutar, pode constituir-se em importante instrumento de educação e formação do caráter dos jovens, desde que ministrada de forma didático-pedagógica e por instrutor credenciado.

A equitação praticada por pessoa com deficiência física e/ou sensorial, sem contra-indicação médica, busca tão somente o efeito lúdico, isto é, prazer e esporte, como estimuladores de efeitos terapêuticos, ou seja, melhorar a qualidade de vida e saúde, sua inserção social e o bem-estar. (Ex: Elisabeth Hartel, dinamarquesa, medalha olímpica de prata duas vezes).

Países com grande tradição na equitação iniciaram a prática da equitação para pessoas com deficiência com sessões ministradas por instrutores de equitação especializados, que denominaram a atividade de equitação terapêutica (therapeutic riding).

Na medida em que se aprofundaram nesta prática, através da experiência adquirida, de pesquisas e participação em reuniões e congressos internacionais, foram ampliando a utilização do cavalo como instrumento cinesioterapêutico, abrangendo patologias mais graves e abarcando, também, problemas mentais. Não é, portanto, um tratamento de reabilitação física.



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